Ao longo dos anos, percebi que a governança de dados pode ser um dos maiores pontos de risco (ou sucesso) para decisões estratégicas dentro de organizações financeiras e empresas que atuam em ambientes complexos. Vejo erros repetidos em várias instituições, e por isso decidi compartilhar as 7 falhas mais frequentes em governança de dados e apontar como corrigi-las com base em minha experiência e aprendizados junto à NEXAIGEN. Prepare-se para identificar gargalos, evitar prejuízos e transformar seus processos.
Por que as falhas em governança são tão prejudiciais?
A governança de dados não é apenas um tema do setor de tecnologia – ela impacta diretamente o negócio. Falhas podem significar informações imprecisas, violações às normas (como LGPD e BACEN), atrasos em processos e até problemas legais graves. Descobri que, muitas vezes, pequenas distrações crescem silenciosamente até se tornarem pesadelos corporativos.
Falta de definição clara de papéis e responsabilidades
No início de minha trajetória, presenciei um projeto emperrar simplesmente porque ninguém sabia quem era responsável por determinada base de dados. É comum lidar com equipes que trocam e-mails interminavelmente sem saber ao certo "de quem é aquele dado" ou “quem deve aprovar tal acesso”.
- Empresas precisam documentar papéis como Data Owner, Data Steward e Data User.
- Treinamentos e acordos internos ajudam a envolver todos e manter as obrigações claras.
Na prática, gosto de recomendar a adoção de diagramas de responsabilidade e quadros visuais na intranet ou ferramentas colaborativas. Isso evita ruídos e agiliza entregas.
Inexistência de uma política de qualidade de dados
Já presenciei situações em que relatórios críticos eram montados sobre planilhas cheias de erros, dados desatualizados ou duplicidades. Sem uma política bem definida, a qualidade dos dados fica comprometida e até decisões estratégicas correm risco de falha.
Para corrigir isso:
- Defina critérios de aceitação e validação das informações.
- Implemente processos automatizados de checagem, usando ferramentas de mercado ou personalizadas.
- Estabeleça uma rotina de revisões e monitoramento constante.
Contar com uma consultoria como a NEXAIGEN pode acelerar essa jornada, já que contamos com frameworks prontos e experiência regulatória em ambientes como BACEN e SUSEP.
Ausência de integração entre sistemas
Um dos grandes problemas que encontro, especialmente em bancos e cooperativas, é a existência de sistemas isolados. Cada área tem seu próprio banco de dados, sem integração real. O resultado? Dados conflitantes e processos ineficientes.
Unificar é mais eficiente do que controlar vários silos.
Adotar soluções de integração e investir em arquiteturas como data lakes facilita a padronização e agiliza o acesso à informação. Experimente também consultorias que desenvolvam modelos personalizados para seu ecossistema, sempre olhando para os cenários regulatórios. No blog da NEXAIGEN, temos diversos conteúdos em governança de dados que complementam esse tópico.

Falta de alinhamento com normas regulatórias
Trabalhando com empresas supervisionadas pelo BACEN e SUSEP, percebi que muitas projetam sua governança focando apenas na operação e esquecem o contexto externo. Isso pode gerar autuações e sanções. Dificilmente um projeto é verdadeiramente seguro quando há lacunas frente à LGPD ou regras específicas do setor.
- Mantenha acompanhamento próximo das alterações nas normas.
- Converse constantemente com áreas jurídicas e de compliance.
- Tenha processos para documentar revisões regulatórias nos fluxos de dados.
Já orientei clientes a integrarem painéis de acompanhamento regulatório e manter parcerias estratégicas com especialistas, trazendo a confiança de que tudo está alinhado com as exigências legais. Acompanhar o tema em canais como regulação pode trazer dicas práticas.
Desatenção à segurança e privacidade das informações
Uma falha grave e infelizmente comum é o acesso indevido a informações sensíveis. São vários os casos em que dados confidenciais de clientes ficaram expostos por descuidos em permissões, principalmente em ambientes compartilhados. Qualquer descuido pode resultar em sérios danos reputacionais e multas elevadas.
O recomendado é investir em processos como:
- Controle rigoroso de acesso com trilhas de auditoria.
- Criptografia dos dados e monitoramento em tempo real.
- Realização de treinamentos periódicos com todos os colaboradores.
Ferramentas de monitoramento e consultorias que entendem das exigências da LGPD podem fazer toda diferença. O próprio Big Data aplicado à segurança de dados facilita rastreios e identificações de anomalias.
Falta de atualização dos dados (dados desatualizados)
Já vi equipes se baseando em informações defasadas por meses, o que gera retrabalho e decisões arriscadas. Dados desatualizados enfraquecem a capacidade analítica e abrem margens para falhas operacionais severas.
Manter informações em tempo real é pré-requisito para instituições que buscam confiança no mercado.
Empresas de ponta, como a NEXAIGEN, orientam implementar rotinas automáticas de atualização e investir em soluções de dados em nuvem, que vencem a barreira do tempo. Isso inclui automações para atualização periódica, alertas e integração com APIs externas.

Falta de comunicação e cultura de dados
Um ponto que considero decisivo para o sucesso da governança é a comunicação. Se as pessoas não entendem o valor dos dados e como acessá-los, todos os processos técnicos perdem força. Já testemunhei projetos excelentes de tecnologia falharem, simplesmente porque equipes comerciais, financeiras ou jurídicas não estavam engajadas.
- Promova campanhas internas de valorização dos dados.
- Realize workshops e treinamentos práticos e periódicos.
- Crie canais acessíveis para dúvidas e sugestões.
Transformar cultura demanda tempo, mas é o caminho mais sólido. Recomendo leituras como bons exemplos de aplicação prática da cultura analítica para inspirar equipes.
Como agir para corrigir essas falhas?
Ao identificar essas falhas, o próximo passo é montar um plano de ação concreto. O ideal é montar um pequeno grupo multidisciplinar para mapear origens dos problemas, definir prioridades e abrir frentes de solução.
A força da governança está no equilíbrio entre tecnologia, processo e pessoas.
Procure inspiração em projetos bem-sucedidos, como os que compartilho na análise de casos reais. Na NEXAIGEN, apostamos no acompanhamento próximo, com times integrados ao cliente, visando garantir não só adequação técnica, mas também a valorização do conhecimento interno e a capacitação de equipes.
Conclusão
Enxergar a governança de dados como um projeto contínuo – e não como uma tarefa pontual – é fundamental para empresas que valorizam decisões seguras, compliance e inovação. Corrigir as falhas listadas neste artigo permite não só minimizar riscos, mas também impulsionar resultados e se posicionar com confiança no mercado.
Se sua empresa enfrenta alguns desses desafios, recomendo conhecer o trabalho da NEXAIGEN. Temos soluções personalizadas para mapeamento de maturidade, modelos preditivos, governança e atendimento regulatório. Não deixe sua governança de dados para depois: busque parceiros que agreguem conhecimento e confiança em cada etapa.
Perguntas frequentes
O que é governança de dados?
Governança de dados é o conjunto de práticas, políticas e controles aplicados para garantir a qualidade, segurança, integridade e disponibilidade dos dados em uma organização. Seu objetivo é criar confiança nos dados para tomadas de decisão mais acertadas, respeitando normas e protegendo informações sensíveis.
Quais são as falhas mais comuns?
As falhas mais comuns que identifico são: ausência de definição de papéis, falta de política de qualidade, sistemas sem integração, desalinhamento com a regulação, descuidos na segurança, dados desatualizados e pouca comunicação interna. Cada uma dessas falhas pode travar processos, gerar riscos de multas ou prejudicar decisões.
Como corrigir falhas em governança de dados?
Para corrigir falhas, sugiro mapear as principais dores, definir responsáveis, implementar rotinas de atualização, investir em integração e segurança e promover treinamentos. Contar com parceiros especializados, como a NEXAIGEN, acelera esse ajuste, trazendo métodos e ferramentas já validadas no mercado.
Por que a governança de dados é importante?
A governança de dados é importante para garantir a confiabilidade das informações, apoiar o cumprimento das normas regulatórias e proteger dados sensíveis. Além disso, ela reduz riscos para o negócio e possibilita melhores resultados em setores cada vez mais orientados por dados.
Como evitar erros em governança de dados?
Com minha experiência, recomendo criar uma cultura sólida de dados, investir em capacitação, manter processos revisados e atualizados, e buscar sempre integrar áreas técnicas e de negócio. O acompanhamento regular dos processos e o uso de frameworks testados, como os aplicados na NEXAIGEN, ajudam a manter a organização no caminho certo.