Ilustração 3D de rins humanos com destaque para cálculo renal e vias urinárias em consultório médico
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Ao longo da minha experiência na urologia, percebo como as pedras nos rins ainda geram muitas dúvidas e preocupações. Basta uma crise para o paciente buscar informações, muitas vezes, sem saber ao certo por onde começar ou como agir. Sinto que clareza e atualização fazem toda diferença não só para acalmar, mas para permitir decisões mais seguras.

O que é cálculo renal?

Cálculo renal é a formação de pedras endurecidas a partir de sais minerais e outras substâncias presentes na urina, que se acumulam em partes do sistema urinário, como rins e ureteres. Essas formações podem variar de tamanho, de poucos milímetros até centímetros – o que afeta diretamente sintomas e tratamentos.

No meu cotidiano, vejo desde casos silenciosos até crises agudas que paralisam a rotina do paciente. Apesar do incômodo, é um problema bastante comum: três a cada dez atendimentos urológicos envolvem pedras nos rins, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo.

Principais sintomas e quando suspeitar

O sintoma clássico que escuto frequentemente é a dor intensa, principalmente nas costas, geralmente de um lado só, irradiando para o abdome ou genitais. Mas existem outros sinais característicos:

  • Vontade frequente de urinar, com ardência ou dificuldade
  • Presença de sangue na urina (hematúria), visível ou microscópica
  • Náuseas e vômitos, em episódios de crise
  • Urina turva ou com odor forte
  • Febre e calafrios, quando a infecção se associa ao cálculo

Já vi pacientes chegarem ao consultório sem dor, mas com alterações urinárias recorrentes, o que exige sempre atenção especial. O tamanho e o local onde a pedra está localizada, somados ao histórico clínico, orientam bastante a conduta.

Fatores de risco: Por que os cálculos aparecem?

Na minha prática vejo que o surgimento dos cálculos pode estar ligado a diversos fatores:

  • Pouca ingestão de água: Um dos maiores responsáveis, favorecendo a concentração de sais na urina.
  • Dieta rica em sódio, proteínas e oxalato: Consumo elevado de carnes, embutidos, refrigerantes e excesso de sal aumentam a chance de pedra.
  • Histórico familiar: Até 30% dos casos têm parentes com o quadro, indicando predisposição genética.
  • Obesidade, sedentarismo e doenças como gota e diabetes: Situações que alteram o metabolismo e o volume urinário.
  • Doenças urinárias crônicas: Infecções de repetição ou alterações anatômicas podem favorecer a cristalização dos sais.

Ainda assim, mesmo sem nenhum fator claro, eu já vi pacientes desenvolverem pedras de forma aparentemente aleatória. Por isso, orientar e investigar fazem parte do cuidado.

Diagnóstico: O papel dos exames de imagem

O avanço na precisão dos exames mudou completamente a conduta urológica. Hoje, exames de imagem são essenciais para detectar e localizar cálculos, além de guiar o melhor tratamento para cada caso.

Os métodos mais utilizados que costumo solicitar incluem:

  • Ultrassonografia: Primeira escolha para avaliação inicial, especialmente em gestantes e crianças. Embora detecte pequenas pedras, pode falhar com cálculos muito pequenos ou localizados nos ureteres.
  • Tomografia computadorizada sem contraste: Atualmente, é o teste padrão ouro quando há suspeita de pedra obstrutiva. Tem alta sensibilidade para identificar cálculos de qualquer tipo e tamanho, sem depender do uso de contraste.
  • Raio-X de abdome: Útil para acompanhamento de alguns tipos de pedras, mas não detecta todas devido a composições específicas.

Além disso, análises laboratoriais da urina e do sangue fornecem pistas sobre causas e fatores associados. Orientar os exames de acordo com sintomas e histórico faz parte do diferenciais de um bom acompanhamento.

Exame de ultrassonografia mostrando cálculo renal no rim direito

Tratamentos modernos: Menos invasão, mais resultado

Nos últimos anos, avanços tecnológicos transformaram a forma de tratar cálculos urinários. O que antes demandava cirurgias abertas, com recuperação longa, hoje pode ser resolvido com técnicas minimamente invasivas, muitas vezes com alta no mesmo dia.

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)

É um procedimento não cirúrgico em que ondas de choque externas fragmentam as pedras, facilitando sua eliminação espontânea pela urina. É indicado para cálculos menores de aproximadamente 2 cm, localizados preferencialmente nos rins ou porções superiores dos ureteres.

A recuperação costuma ser rápida, com pouca dor pós-procedimento. Entretanto, nem todo tipo ou localização de cálculo pode ser tratado dessa forma.

Ureteroscopia

Quando as pedras estão presas nos ureteres ou em localizações inacessíveis pela LECO, a ureteroscopia costuma ser indicada. Utilizo um pequeno aparelho flexível que vai pelo canal da urina (uretra), sem cortes na pele, até chegar ao local exato da pedra. A fragmentação pode ser feita com laser, promovendo ótima taxa de sucesso.

Na minha experiência, a ureteroscopia é um recurso versátil, adaptado a diferentes tamanhos e tipos de cálculos, inclusive para fragmentar pedras resistentes. O paciente retorna rapidamente às suas atividades.

Videolaparoscopia e cirurgia robótica

Nódulos muito grandes, múltiplos ou com alterações anatômicas podem exigir abordagem cirúrgica mais direta. Hoje, a videolaparoscopia e a cirurgia robótica revolucionaram a precisão, a segurança e o tempo de recuperação.

No meu consultório em Belo Horizonte, com a estrutura do projeto Dr Vítor Eugênio Ribeiro, posso propor intervenções laparoscópicas ou robóticas, quando há indicação, priorizando incisões menores, menor risco de sangramento e menos dor. O paciente costuma ter alta precoce e rápida reabilitação.

Cirurgia robótica sendo realizada para retirar cálculo renal

Outras opções e acompanhamento

Em casos de pequenas pedras sem sintomas marcantes, posso orientar apenas hidratação intensa e controle com exames, evitando intervenções. Em situações mais complexas, outros procedimentos podem ser indicados, sempre avaliando o quadro individualmente.

O acompanhamento com urologista é fundamental para definir a melhor estratégia e prevenir complicações.

Complicações possíveis quando não tratado

No cálculo renal, tempo perdido pode virar dano definitivo.

Pedras não tratadas podem obstruir a passagem da urina, levando a:

  • Infecções urinárias recorrentes ou até quadros graves de sepse
  • Danos progressivos e irreversíveis ao rim, com redução da função renal
  • Dores crônicas ou incapacitantes
  • Formação de grandes cálculos, que muitas vezes exigem cirurgias complexas

Por isso, sempre que houver suspeita ou sintomas, não espere para buscar uma avaliação. Um diagnóstico precoce muda o desfecho.

Prevenção: Hábitos que mudam tudo

Nas minhas orientações do dia a dia, insisto muito na prevenção, pois conheço pacientes que reverteram o risco apenas mudando hábitos de vida. Algumas atitudes fazem toda diferença:

  • Aumentar a ingestão de água: Beber cerca de 2 a 2,5 litros por dia reduz a chance de concentração de sais e formação de cálculos.
  • Reduzir o sal, proteínas animais e alimentos ricos em oxalato: Recomendação especialmente relevante para quem já teve pedra nos rins.
  • Controlar o peso: Alimentação equilibrada e prática de atividades físicas ajudam a evitar o risco metabólico.
  • Evitar excesso de bebidas açucaradas ou refrigerantes: Eles podem aumentar a excreção de cálcio e oxalatos na urina.
  • Fazer exames periódicos: Especialmente quem já teve pedra, possui histórico familiar ou doenças associadas.

Uma curiosidade que sempre falo em consultas: nem todo alimento rico em cálcio causa pedra, e, na verdade, dietas muito pobres em cálcio aumentam o risco, porque provocam maior absorção de oxalato no intestino. O segredo está no equilíbrio.

Mitos comuns que vejo no consultório

  • “Se eu tiver cálculo renal, não posso comer nada com cálcio!” Falso. Restrição total de cálcio aumenta a chance de formar pedra – o correto é manter ingestão adequada a cada caso.
  • “Toda dor lombar é pedra nos rins.” Nem sempre. Existem dezenas de outras causas, desde musculares até problemas em outros órgãos. A avaliação médica é necessária.
  • “Pedra só aparece em quem come muito sal ou bebe pouca água.” Concordo que são fatores influentes, mas há outros, como genética, infecções e alterações metabólicas.

Para se aprofundar em temas de saúde masculina, há conteúdos detalhados em nossa área sobre saúde do homem. Também recomendo a leitura de abordagens cirúrgicas modernas em cirurgia urológica.

Cuidados finais e acompanhamento especializado

Individualizar o tratamento é minha prioridade, pois cada caso traz desafios próprios. No projeto Dr Vítor Eugênio Ribeiro, oriento pessoalmente as decisões, seja no formato presencial ou online. O acompanhamento deve ser pensado não só para tratar a pedra, mas para evitar recidivas, acompanhar possíveis fatores de risco e garantir a saúde geral do trato urinário.

Procurar um urologista, manter hábitos saudáveis e fazer exames regularmente são minhas principais recomendações para quem já teve, ou quer evitar, pedra nos rins. Acesse também conteúdos como o sobre temas de urologia para mais informações. E para dúvidas específicas, recomendo os textos sobre sintomas detalhados ou com panoramas de tratamento.

Conclusão

Ter ou prevenir cálculos urinários é mais simples quando contamos com informações claras e acesso a tratamentos modernos. No meu dia a dia, vejo que a combinação de diagnóstico precoce, tecnologia e orientação personalizada faz toda diferença. No Dr Vítor Eugênio Ribeiro o cuidado é humano, atento e atualizado. Se você tem dúvidas, sintomas ou histórico familiar, agende uma avaliação conosco. Nossa missão é cuidar, ouvir e oferecer o que há de mais confiável em urologia – presencial ou online.

Perguntas frequentes sobre cálculo renal

O que é cálculo renal?

Cálculo renal é o termo médico para pedras que se formam no trato urinário devido ao acúmulo e cristalização de sais minerais e outras substâncias presentes na urina. Essas pedras podem variar de tamanho e causar sintomas ou passar despercebidas, dependendo do local e da quantidade, como expliquei no início desse artigo.

Quais os sintomas de pedra nos rins?

Os sintomas mais comuns são dor intensa nas costas ou lateral do abdome, sangue na urina, vontade frequente de urinar, ardência ao urinar e, em casos mais graves, febre, mal-estar e vômitos. Cada pessoa pode sentir de forma diferente, por isso qualquer alteração persistente merece avaliação.

Como tratar cálculo renal em casa?

A automedicação pode ser perigosa. Para pedras pequenas e sem sintomas intensos, aumentar a ingestão de líquidos pode ajudar na eliminação espontânea. Porém, dores fortes, febre ou sangue na urina exigem atendimento médico imediato. Nunca tente remédios caseiros sem avaliação profissional. Procure sempre suporte qualificado.

Cálculo renal tem cura definitiva?

Na maioria dos casos, a pedra pode ser eliminada ou removida com tratamento correto e acompanhamento. Entretanto, a tendência à formação pode persistir, especialmente em quem tem fatores de risco. Por isso, o que recomendo é o acompanhamento periódico para evitar novos episódios.

Quando procurar um médico para cálculo renal?

Procure avaliação médica sempre que tiver dor intensa, sangue na urina, sintomas urinários persistentes, febre sem explicação ou histórico familiar de cálculos. Ataques repetidos ou mesmo apenas dúvidas sobre prevenção justificam uma consulta urológica para diagnóstico detalhado e orientação adequada.

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