Sinto que, ao longo dos anos atendendo como urologista em Belo Horizonte, a hiperplasia benigna da próstata aparece em quase toda conversa sobre saúde masculina acima dos 50. São perguntas sinceras, algumas misturadas com mitos, outras recheadas de preocupações. Vou compartilhar as dúvidas mais comuns que ouço no consultório para ajudar você a entender melhor o tema e tomar decisões seguras sobre seu bem-estar.
Afinal, o que é a hiperplasia benigna da próstata?
A hiperplasia benigna da próstata é o aumento natural e não cancerígeno da glândula prostática. Isso acontece em muitos homens a partir de certa idade. A próstata envolve parte da uretra, aquele canal por onde sai a urina. Quando ela cresce, pode apertar esse canal e trazer algumas dificuldades típicas relacionadas ao ato de urinar.
Geralmente, essa situação se desenvolve aos poucos. Eu costumo explicar que é como uma árvore crescendo devagar perto de uma cerca, ela começa a fazer sombra e, uma hora, encosta e atravanca a passagem. Ocorre uma obstrução que pode incomodar muito o paciente no dia a dia.
Principais sintomas que vejo em pacientes
Já percebi, em minha prática, que cada pessoa sente os sintomas de forma diferente, mas alguns sinais aparecem com mais frequência:
- Dificuldade para iniciar a urina, mesmo com vontade;
- Jato urinário fraco ou interrompido;
- Vontade de urinar várias vezes ao dia (inclusive à noite);
- Sensação de não esvaziar totalmente a bexiga;
- Urgência para urinar ou até escapes;
- Pode acontecer de aparecer sangue na urina, mas isso é menos comum.
Esses sintomas variam de intensidade e podem ser confundidos com outras doenças do trato urinário, como já discuti em outros artigos sobre urologia. Por isso, sempre reforço a necessidade de investigar com calma antes de concluir o diagnóstico.
Quando realmente é hora de procurar um urologista?
Algumas pessoas deixam para buscar ajuda só quando a qualidade de vida já está prejudicada, seja pelo desconforto, medo ou constrangimento. Pelos meus anos de atendimento, recomendo procurar o especialista se:
- Os sintomas já atrapalham seu sono ou rotina;
- Há dificuldade frequente para urinar ou dor;
- Você percebe sangue na urina;
- Existe histórico familiar de problemas de próstata ou câncer.
Esses sinais pedem atenção. Quanto antes entender o que está acontecendo, mais opções de tratamento estarão ao alcance, e menor a chance de complicações. Aproveito para indicar que sempre trago discussões atualizadas sobre saúde do homem no meu blog, o que pode ser útil para quem quer se aprofundar.

Como diagnostico a hiperplasia benigna da próstata?
No consultório, costumo seguir uma abordagem que envolve história detalhada, exame físico e exames complementares. O toque retal ainda é uma técnica valiosa para perceber o tamanho e a consistência da próstata. Muitas vezes, recomendo ainda exames como:
- PSA (exame de sangue específico da próstata);
- Ultrassom das vias urinárias;
- Urofluxometria (mede a força do jato urinário);
- Em alguns casos, outros exames para descartar doenças associadas.
Um diagnóstico correto é o primeiro passo para diminuir a ansiedade e já planejar a melhor abordagem terapêutica, seja ela clinica ou cirúrgica.
Tratamentos mais modernos que aplico na prática
O tratamento depende do impacto dos sintomas na vida do paciente e do grau de obstrução. Em muitos casos, começo com orientações de mudanças de hábitos:
- Reduzir consumo de cafeína e álcool;
- Evitar beber grandes volumes de líquido à noite;
- Controlar o tabagismo e o sedentarismo.
Se esses cuidados não bastam, passo para medicações específicas, que ajudam a relaxar o músculo da próstata ou a reduzir seu volume.
Nos casos em que os sintomas permanecem fortes ou complicações aparecem, considero tratamentos cirúrgicos. Tenho larga experiência com métodos minimamente invasivos, como cirurgia robótica, videolaparoscopia e uso de laser, sempre visando menos dor, recuperação mais rápida e menor risco de sequelas.
Falei mais sobre os avanços desses tratamentos em um artigo recente que escrevi, detalhando situações em que cada técnica pode ser indicada.
Existem riscos ou complicações?
É raro, mas pode acontecer de a hiperplasia causar retenção urinária total – nesse caso, a pessoa não consegue urinar de jeito algum e pode precisar de atendimento imediato. Outra possibilidade, caso o problema evolua sem acompanhamento, é impactar o funcionamento da bexiga e até dos rins.
A boa notícia é que, com diagnóstico e tratamento adequados, complicações graves se tornam cada vez mais incomuns.
Volta ou vira câncer?
Sempre explico aos meus pacientes: hiperplasia benigna da próstata não é câncer e não vira câncer. Por outro lado, ambas as doenças podem coexistir, por isso exames de prevenção continuam sendo recomendados, mesmo após o diagnóstico de hiperplasia.

Dúvidas recorrentes de quem recebe esse diagnóstico
Costumo perceber que a notícia de que é necessário “tratar a próstata” vem acompanhada de uma série de dúvidas e inseguranças. Separei abaixo algumas perguntas que sempre surgem:
- Preciso operar? Será que vou ficar impotente?
- Existe remédio “natural” que resolva?
- Tratamentos mexem com a vida sexual?
- Quanto tempo dura a recuperação?
Nem sempre esses receios se confirmam. Na verdade, a maioria das pessoas consegue ótima resposta apenas com remédios, e os procedimentos modernos trazem alto grau de segurança, sem comprometer funções importantes. Em alguns casos, discuto a personalização do tratamento, buscando alinhar tecnologia, segurança e conforto para cada perfil, conforme abordo em outro conteúdo do meu blog.
Como evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo
Nesse ponto, eu gosto de insistir no valor do acompanhamento periódico, mesmo após melhorar dos sintomas. Ajustar as doses de remédio, avaliar novos exames e conversar sobre eventuais dúvidas é parte do cuidado completo que procuro oferecer, inclusive por meio do atendimento online.
Além disso, acredito que compartilhar conhecimento ajuda a quebrar tabus e preconceitos. Divido informações práticas em meus artigos, incentivando a prevenção e a busca precoce de orientação médica.
Saúde do homem é construção diária, nunca um ponto final.
Conclusão
Ao longo destes anos, percebi que esclarecer dúvidas e oferecer atendimento humanizado faz toda diferença na experiência do paciente com hiperplasia benigna da próstata. Busco atender cada pessoa com cordialidade, respeito e atenção, equilibrando o que há de mais atual na medicina nacional e internacional. Se você deseja entender melhor seu caso, agendar uma consulta ou receber orientações específicas para seu perfil, sinta-se à vontade para conhecer o projeto Dr Vítor Eugênio Ribeiro – seu espaço seguro para conversar sobre saúde masculina com tranquilidade e confiança.
Agende sua consulta, presencial ou online, e dê o próximo passo para cuidar bem da sua qualidade de vida.
Perguntas frequentes sobre hiperplasia benigna da próstata
O que é hiperplasia benigna da próstata?
Hiperplasia benigna da próstata é o crescimento não cancerígeno da glândula prostática, comum em homens a partir de certa idade. Ela ocorre naturalmente com o envelhecimento e pode causar sintomas urinários ao comprimir a uretra.
Quais os sintomas mais comuns dessa condição?
Entre os sintomas mais observados estão dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e, ocasionalmente, presença de sangue na urina.
Como é feito o tratamento da hiperplasia?
O tratamento pode incluir mudanças de hábito, uso de medicamentos para relaxar a próstata ou reduzir seu tamanho, e, em casos mais avançados, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgias modernas, sempre considerando o perfil do paciente e grau dos sintomas.
Hiperplasia benigna da próstata tem cura?
A hiperplasia pode ser controlada com sucesso, mesmo que não tenha “cura” definitiva, pois trata-se de uma condição crônica do envelhecimento. Felizmente, há muitos recursos para aliviar sintomas e evitar complicações, promovendo qualidade de vida.
Quais exames detectam esse problema?
O diagnóstico normalmente inclui toque retal, dosagem do PSA, ultrassom de próstata e, em algumas situações, exames de fluxo urinário. Esses exames ajudam a diferenciar a hiperplasia de outras doenças, como câncer da próstata.